Deputado federal pede exoneração de suposta doméstica paga pela Câmara
Fraga (DEM-DF), que está licenciado, nega que ela trabalhe em sua casa.Ela está lotada no gabinete do suplente dele, Osório Adriano (DEM-DF).
Do G1, com informações do DFTV
O secretário de Transportes do Distrito Federal e deputado federal licenciado Alberto Fraga (DEM) pediu ao seu suplente, Osório Adriano (DEM), que exonere a secretária parlamentar suspeita de trabalhar como empregada doméstica. Ela prestaria serviços na casa de Fraga, segundo denúncia do jornal "Folha de S.Paulo."
Veja o site do DFTV
O deputado licenciado negou que tivesse uma empregada doméstica paga pela Câmara Federal. Ela está lotada no gabinete de Adriano.
Fraga disse, em nota, que assim que tomou conhecimento do ato da Mesa Diretora -que diz que o assessor só pode prestar serviço ao deputado que exerce o mandato-, pediu a exoneração. “Assim que tomei conhecimento deste ato entrei em contato com o deputado Osório Adriano. Em minha vida pública sempre cumpri a lei e vou continuar cumprindo”, afirmou na nota.
O G1 tentou falar com Osório Adriano. Ao entrar em contato com um número de celular que fica no carro do deputado, o motorista informou à reportagem disse que o havia deixado em casa pouco antes do telefonema. Ao ligar na residência de Adriano, o G1 foi informado que ele não se encontrava.
Denúncia
De acordo com o jornal, a funcionária confirmou por telefone que está à disposição do deputado para “atividades domésticas” desde 2003, principalmente nos finais de semana. Ela ganharia R$ 1,8 mil por mês.
Após agravamento da crise, popularidade de Lula cai para 76,2%
Em fevereiro, presidente tinha batido recorde de apoio com 84%.Avaliação positiva do governo também caiu de 72,5% para 62,4%.
Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília
A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (30) mostra que a crise financeira internacional começou a afetar a avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No último levantamento do Instituto Sensus, divulgado no início de fevereiro, Lula tinha avaliação positiva de 84%. Agora, 76,2% dizem aprovar o desempenho do presidente. A queda interrompe a trajetória de alta na avaliação pessoal de Lula, iniciada em outubro de 2007. Naquele mês, 66,8% dos entrevistados aprovavam o presidente. Segundo o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, a queda está relacionada aos efeitos da crise financeira internacional. “A preocupação com a renda e o emprego, mais especificamente o medo de perder o emprego estão impactando na avaliação. Os índices econômicos sempre têm maior impacto nas avaliações”, argumentou Guedes.
A pesquisa mostra também que o número de pessoas que desaprovam o presidente Lula subiu de 12,2% para 19,9%. Outros 4% não responderam a pergunta.
Governo
A avaliação do governo Lula também apresentou queda em relação ao último levantamento e retornou para patamares semelhantes aos registrados antes da crise financeira internacional se manifestar no Brasil A pesquisa mostra que para 62,4% dos entrevistados a gestão do governo é positiva, o que significa uma queda de 10,1 pontos percentuais em relação à avaliação do final de janeiro.
Outros 29,1% consideram o governo apenas regular e 7,6% disseram que a gestão petista é ruim ou péssima.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre 23 e 27 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais. Foram ouvidas pessoas em 24 estados e 136 municípios.
Esta é a terceira pesquisa divulgada nas últimas semanas (Datafolha e CNI/Ibope) que aponta uma queda na aprovação do presidente Lula. Todas as pesquisas citam o impacto da crise econômica como motivo.
Para 68% dos brasileiros, desemprego vai aumentar, diz CNI/Ibope
Só 39% acham que índice não aumentará nos próximos seis meses.Percentual dos brasileiros que sentem os efeitos da crise subiu para 37%.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (20) aponta que 68% dos brasileiros acreditam que haverá aumento do desemprego nos próximos seis meses. A percepção, segundo o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antônio Guarita, é efeito da crise financeira internacional. Os dados mostram que aumentou de 29% para 37% o percentual de brasileiros que dizem já sentir os efeitos da crise no dia-a-a-dia.
O temor da população em relação à possibilidade de perder o emprego registrou aumento na comparação com a última pesquisa realizada pelo instituto, em dezembro do ano passado, quando 63% dos entrevistados disseram achar que o desemprego aumentaria.
Os dados mostram que somente 29% da população considera que a taxa de desemprego vai diminuir ou ao menos permanecer no mesmo patamar. A mesma pesquisa revelou que apenas 32% dos brasileiros acreditam que a crise terminará ainda em 2009. Inflação Dos pesquisados, 73% disseram acreditar que a inflação no país deve aumentar nos próximos seis meses. Na última pesquisa, 67% dos entrevistados acreditavam em piora na inflação.
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva piorou em oito setores: no combate à fome e à pobreza, segurança pública, combate à inflação, taxa de juros, combate ao desemprego, impostos, meio ambiente e saúde. Apenas no setor de educação, o nível ficou no mesmo patamar - reduziu de 55% para 54%, queda dentro da margem de erro da pesquisa.
Marco Antônio Guarita afirmou que a queda verificada nos índices pode ser creditada a crise financeira internacional. “O eixo central da pesquisa foi à crise econômica. A nossa pesquisa registra a insatisfação da população nesse momento”, afirmou.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de março. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 144 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança de 95%.
terça-feira, 31 de março de 2009
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